Máscaras Sociais, Redes Sociais E O Poder Da Propagação Da Mentira.

O quanto um like importa pra você?

 

 

Em algum momento da minha vida, preso em um engarrafamento qualquer, alguém ao ler o adesivo “Eu Amo Minha Esposa” em um carro na frente disse: “Essa dai com certeza é corna”. Eu devia ter uns 12/13 anos na época e não parei pra pensar muito no assunto, mas concluí que a afirmativa provavelmente estava correta, pois afinal quem precisaria se reafirmar tanto a ponto de comprar um adesivo no carro para legitimar o amor?

 

Anos se passaram e durante a faculdade, na matéria de documentário, voltei a me lembrar desse assunto, de uma forma diferente. Como nesta matéria estudava interpretações do real (e como cabe ao documentarista as identificar), estudamos em um momento as conhecidas Máscaras Sociais. Imagine um dia na sua vida: você acorda, sai pro trabalho/faculdade, volta pra casa, se arruma e sai para um encontro. Durante cada uma dessas etapas sua atitude mudou para se adaptar ao ambiente e ás exigências sociais que o forçam a utilizar diferente Máscaras, para os diferentes momentos, como por exemplo: ser informal em um ambiente de trabalho pode não ser aceito, ao passo de que quando você acorda, estando você sozinho(a), ninguém se importa se for informal ou não.

 

Não quero me alongar nisso, até por que existem livros e documentários sobre o assunto onde os verdadeiros especialistas dissecam melhor todos os detalhes, para esta coluna e para a discussão que quero propor,  apenas o breve entendimento do conceito das Máscaras Sociais é o suficiente.

 

Avanço no tempo e me vejo, na primeira semana de Janeiro de 2016, criando mais uma conta em uma nova rede social, essa dedicada a livros (Goodreads). Infelizmente, tenho que admitir que leio muito menos ficção do que deveria – os livros que mais leio são relacionados a minha profissão – e uma das minha metas de 2016, é ler mais ficção e com isso criei a conta para me ajudar a manter o hábito da leitura frequentemente.

 

 

O problema é que ao criar essa conta, eu me senti como o Donnie Darko na famosa cena que ele sai do corpo. Fechei os olhos por um momento e imaginei quantos tentáculos sairiam de mim se tivesse que contar cada rede social que já fiz parte na vida (mesmo que só tenha usado por um dia) e tenho que te dizer – como boa parte dos leitores, ouso afirmar – daria para fazer pelo menos uma trilogia de longa metragem de Hentai de tantos tentáculos que teriam saindo de mim.

 

 

Separando essas redes sociais entre as redes que realmente tem um propósito de melhorar a sua vida como o Goodreads e o Linkedin, por exemplo, ficamos com as redes sociais mais populares no momento, o Twitter e o Facebook.  No Brasil, felizmente ou infelizmente depende do ponto de vista,  o Facebook ainda é muito mais dominante que o Twitter.

 

Analisando a minha timeline do Facebook, que é bem ordinária – no bom sentido da palavra – eu vejo mais uma vez uma correlação com o que iniciou esse post. Vejo casais que estão sempre brigando postando fotos juntos de sorriso aberto, famílias o ano todo separadas forçando um sorriso para uma foto conjunta, cachorros que só servem para serem acessórios para tirar fotos, e por ai vai. Sinto que o Facebook para o publico brasileiro, seja uma clara extensão do que foi o Orkut, no sentido de ser uma “Vitrine Para Fofocas” e nessa vitrine, nunca se pode mostrar outra face que não seja o sorriso, forçando cada usuário a utilizar quase que permanentemente sua máscara social no que se condiz a sua conduta na rede social.

 

 

Isso tudo me lembra um fantástico (e pouco conhecido) CD do Marilyn Manson chamado “Portait of an American Family”. A capa (acima) ironiza o que é uma “ditadura” social de que mesmo que tudo esteja ruim, a foto de familia tem sempre que estar perfeita, algo que se reflete muito bem nessa atitude vitrinesca que vemos no Facebook do Brasil.

 

Digo do Brasil por que participo de grupos com membros do mundo todo e não vejo uma atitude de encarar o facebook como essa “Vitrine de Fofocas” como o Brasil encara.  

 

Ao que parece, pelo menos na Fofoca o Brasil pode ser refêrencia (junto com a mandioca).

 

E você? Ficou com vontade de me chingar? Concordou com o que eu escrevi? Para todas as baixarias, fofocas, máscaras sociais e reclamações bem fundadas, por favor refira-se aos comentários abaixo.

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Ironias á parte, não se esqueça de continuar a discussão nos comentários abaixo.

 

Nos vemos semana que vem!

 

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Sobre o autor

Yuri Vieitas

Yuri Vieitas, carioca, graduado em Cinema pela Universidade Estácio de Sá. Seu primeiro curta-metragem, chamado Solivagus, foi selecionado para representar o Brasil no Short Film Corner no Festival de Cannes de 2011. Além de ter desenvolvido trabalhos para empresas como Coca-Cola. Yuri é Editor de Games (Yuri_Vieitas na PSN, Live e Nintendo Id) e crítico de cinema no Satisfashion Brazil. 

 

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