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Livros |#ffcc00 (18)

Sinopse

Toda noite, quando London Lane recosta a cabeça no travesseiro e dorme, cada mínimo detalhe do dia que viveu desaparece de sua memória. Pela manhã, restam-lhe apenas lembranças do futuro: pessoas e acontecimentos que ainda estão por vir. Para conseguir manter uma rotina minimamente normal, London escreve bilhetes para si própria e recorre à sempre fiel melhor amiga. Já acostumada a tudo isso, ela tenta encarar a perda de memória mais como uma fatalidade que como uma limitação. Mas, quando imagens perturbadoras começam a surgir em suas lembranças e London precisa, de algum modo, escapar delas, fica claro que para entender o presente e o futuro ela terá que decifrar o que ficou esquecido no passado.

 

Resenha

London Lane pode parecer uma adolescente como qualquer outra, mas ela possui um segredo um pouco estranho e fora do comum. Todos os dias às 4:33 da manhã o cérebro de London reinicia e ao acordar ela não consegue se lembrar de nada do que já aconteceu.

Para poder recordar momentos de sua própria vida a jovem escreve bilhetes com anotações sobre o que acontece todos os dias. Lembrete de uma conversa, do dever de casa ou algo que ela queira fazer ou falar, tudo precisa ser registrado para que não caia no esquecimento.

A vida de London funciona apenas através dessas pequenas anotações e seus lembretes, para que assim ela consiga viver seu próprio presente. Além disso, algo ainda mais curioso acontece com a jovem, ela tem lembranças de situações que ainda vão acontecer, e quando acontecem, essas lembranças se apagam.

No meio da turbulenta vida de London surge o misterioso Luke Henry, um menino que irá se empenhar para conquistá-la e fazer com que London aceite que ela jamais será uma pessoal normal, por mais que ela se esforce em ser.  A presença desse rapaz causará muitas mudanças na vida da nossa protagonista.

Deslembrança é um livro onde a leitura flui de forma agradável, com uma trama bem interessante e personagens bens construídos, com destaque para o lindo relacionamento construído por London e Luke.

O fato da narrativa ser em primeira pessoa me agradou muito, porque acompanhamos toda a história sob o ponto de vista de London, o que torna tudo mais real e nos mantém conectados à leitura.

É muito interessante ver ao decorrer das página a evolução da personagem, o modo como ela enfrenta seus problemas e encontra as soluções para os mesmos, a forma como ela sente e entende tudo o que se passa ao seu redor, e a sensibilidade dela em lidar com isso.

No final senti que a história acelerou um pouco e particularmente esperava mais páginas para ler, mas isso não tira meu apego com esse livro tão meigo. Acredito que seja um dos livros mais fofos que já li até hoje e vale muito a pena ler e reler.

 

Sinopse

Menos de dois anos depois de seu surpreendente best-seller de estreia, “Holocausto Brasileiro”, Daniela Arbex volta com mais um livro corajoso e revelador. Escrito como um romance, nele se conta a história real de como as Forças Armadas mataram pela tortura um jovem militante político, forjaram seu suicídio e sumiram com seu corpo. Daniela Arbex reconstitui o calvário deste jovem, de seus companheiros e de sua família até sua morte e desaparecimento. E continua investigando até descobrir seu corpo, na anônima Cova 312 que dá título ao livro. No final, uma revelação bombástica muda um capítulo da história do Brasil. Uma história apaixonante, cheia de mistério, poesia, tragédia e sofrimento.

Resenha

No livro Cova 312, a repórter Daniela Arbex descreve o submundo das prisões durante a ditadura militar e todas as atrocidades da época. O foco do livro está em desvendar o destino do militante Milton Soares que foi feito prisoneiro durante o período ditatorial no Brasil. Ele foi encontrado morto dentro de uma cela na Penitenciária de Linhares e sua morte foi classificada como suicídio.

A repórter mostra a luta das pessoas por uma sociedade livre e democrática, e também expõe a trajetória daqueles que conseguiram sobreviver à ditadura. Além do trabalho de investigação sobre o que realmente aconteceu com o militante, contestando a versão oficial de suicídio, Daniela entrevistou presos e amigos de Milton, e buscou uma documentação secreta no Exército.

Num excelente trabalho de investigação jornalística, Daniela conseguiu encontrar o local onde enterraram o militante e ainda o inquérito referente à sua morte. Por fim, ela desvendou a história do que teria realmente acontecido naqueles anos conturbados que se seguiram à tomada do poder pelos militares.

O livro é narrado de uma forma que chega a impressionar e emocionar os leitores. Por se tratar de uma história real não há como não conter o sentimento de revolta por quem está lendo e a palavra injustiça pode definir muito bem esse momento vivido no Brasil.

Esse é o segundo livro da autora, o primeiro foi Holocausto Brasileiro, o qual obteve muito sucesso, principalmente no Brasil e em Portugal.

Confira abaixo o booktrailer de Cova 312:


Sinopse

Salvar a pele e, ao mesmo tempo, descobrir a própria identidade. Este é o grande desafio de Vango, o jovem herói do novo romance do escritor francês 'Timothée de Fombelle'.
 
Ao ler esse thriller histórico, ambientado no conturbado período entre as duas grandes guerras mundiais, somos impelidos a fugir com Vango pelos cinco continentes, num clima de absoluto perigo e suspense.
 
Este rapaz órfão de 19 anos desconhece sua origem assim como desconhece a motivação do franco atirador que, além da polícia, está em seu encalço. Deparamo-nos com Vango na solenidade em que ele e outros seminaristas seriam ordenados padres na suntuosa catedral de Notre-Dame, em Paris. O assassinato do padre Jean, seu protetor, desencadeia a perseguição ao rapaz, que empreende uma fuga espetacular ao escalar nada menos do que os famosos vitrais da catedral. Essa cena é apenas um exemplo do clima de perseguição e aventura de que é feita toda a narrativa, quando acompanharemos nosso protagonista em situações e lugares improváveis - como um intruso escondido num caça da SS, galopando nas Terras Altas da Escócia, dependurado num vulcão italiano ou sobrevoando o Brasil e vários outros lugares num zepelim.
 
O fracasso em não ter sido ordenado padre deixa nosso herói arrasado, mas a jovem Ethel fica bem feliz. É ela quem vai ajudar Vango a provar sua inocência e descobrir sua identidade. Também fazem parte da saga outros personagens marcados por vidas cheias de segredos, como Mademoiselle, a Senhora Poliglota e sem memória com quem Vango é salvo do naufrágio na costa da Sicília aos três anos de idade e Hugo Eckner, personagem verídico, comandante alemão do Graf Zepelin, esse grande dirigível que fascinou o mundo nas primeiras décadas do século XX. Outras personalidades incorporadas à história são Joseph Stalin, sua filha Svetlana e Adolf Hitler.
 
Resenha

A história de Vango se passa no período de duas guerras mundiais, e nesse mesmo momento o jovem está prestes a ser ordenado padre, porém a vida e o destino de Vango dão uma grande reviravolta quando o padre Jean, o seu protetor é assassinado. A partir daí se inicia uma perseguição ao rapaz e sua aventura ao redor dos cinco continentes.


Ao decorrer da história descobrimos mais sobre o nosso herói, além de ser um rapaz extremamente inteligente e que fala diversos idiomas, ele possui amigos em várias partes do mundo.

Durante a aventura Vango entra numa crise de identidade, o fato de não ter sido ordenado padre deixa o rapaz arrasado, mas é através de uma de suas amizades que ele encontra ajuda e uma forma de desvendar seu verdadeiro eu.

Ao término do livro tive a sensação de que muitas perguntas ficaram sem respostas, mas ao que tudo indica todos esses questionamentos serão respondidos em um próximo livro, já que a história foi divida em dois livros. Então vamos aguardar, nossa próxima viagem será em Vango – Um Príncipe Sem Reino.

 

 

O Satisfashion teve a honra de entrevistar um dos maiores autores da literatura contemporânea, Márcio Vassallo. 

Autor de 15 livros publicados, dentre eles uma biografia de Mário Quintana, Vassallo é respeitado e celebrado em todas as feiras literárias e palestras pelo Brasil afora.

Conheça mais sobre este autor encantador através desta entrevista exclusiva que ele concedeu ao nosso site.

SF: Eu li que você começou a sua carreira na década de 90, quando você criou um jornal de veiculação gratuita. Como surgiu a ideia e como foi esta experiência?

Márcio: Na realidade, comecei minha carreira como repórter, no Jornal de Letras e depois no Segundo Caderno, do jornal O Globo. Em seguida, também como jornalista, passei pelo caderno de cultura da Tribuna da Imprensa. E criei e editei durante mais de três anos o Lector, jornal especializado em literatura e mercado editorial, que chegou a circular gratuitamente em livrarias e feiras de livros do Brasil com uma tiragem de quinze mil exemplares. Com o apoio essencial da família na época, editar o Lector foi uma das experiências mais enriquecedoras, mais bonitas, mais difíceis, mais felizes e mais mágicas da minha vida.

SF: Seu primeiro livro A princesa Tiana e o sapo Gazé (lançado pela editora Brinque-Book) teve inspiração no clássico “A princesa e o sapo”, dos irmãos Grimm. Por que você escolheu fazer uma releitura do clássico como seu livro de estreia?

Márcio: Mais do que uma releitura do clássico, me inspirei na história de um casal de amigos, a Tiana e o Gazé. Digo no livro que essa história é baseada em sapos reais. E é verdade. Escrevi para descobrir o que mais leva uma princesa cansada da mesmice dos príncipes a se apaixonar por um sapo que não tem vontade de virar príncipe e que se gaba com os amigos de fazer as lagartixas subirem pelas paredes.

SF: Você teve seu filho dois anos após o lançamento da Princesa Tiana, o que o fato de ser pai contribuiu em sua criação?

Márcio: Ser pai me inspira em todos os sentidos da minha vida até hoje, para criar, para escrever, para apurar o meu olho, para exercitar a arte do reparo nas belezas aparentemente mais banais e mais disfarçadas no dia a dia. Publicado pela editora Abacatte, De Filho Para Pai foi o meu primeiro livro declaradamente inspirado no Gabriel, que hoje está com treze anos. Mas, vários outros livros que escrevi depois que o meu filho nasceu foram inspirados na minha convivência com ele.

SF: Eu percebi que você se inspira bastante nos seus familiares para escrever suas histórias, como é o caso do livro De filho para pai, O menino da chuva no cabelo, e Da minha praia até o Japão, esses dois últimos lançados pela editora Global. Quais os outros elementos do seu cotidiano você costuma trazer para os seus livros?

Márcio: As pessoas são a minha principal fonte de inspiração e de trabalho. As conversas das pessoas na rua são tentadoras para mim. Uma cena que vejo, uma frase que escuto, alguma coisa que alguém me diz, tudo pode dar numa história.

SF: O que você está lendo atualmente?

Márcio: Eu nunca consigo ler um livro só, sempre estou lendo mais de um, principalmente livros inéditos, porque trabalho com consultoria literária, avaliando obras de autores de todos os gêneros literários. Depois dessa avaliação, me reúno com o autor e apresento a ele sugestões, críticas e comentários para aprimorar o livro dentro do que for preciso. Também o oriento sobre os caminhos mais profissionais para se aproximar das editoras.

Atualmente, para preparar uma palestra, estou relendo A Arte de ser leve (editora Globo), da minha querida amiga Leila Ferreira, que é uma série de lindas entrevistas dela com um bocado de gente sensível, falando sobre a importância de termos leveza na vida. Por meio de palestras e oficinas para adultos, tenho falado muito em todas as regiões do Brasil sobre a serventia do encantamento na vida da gente. E o livro da Leila tem muito a ver com o que trabalho pelo país.

SF: O livro Seu conto é a nossa história foi escrito em colaboração com mais de 200 crianças de 11 comunidades pacificadas no Rio de Janeiro, incluindo Alemão, Santa Marta, Cidade de Deus, Tabajaras, e outras. Como foi a concepção deste projeto? E o que mudou para você, como autor, depois desta experiência?

Márcio: Essa foi uma das experiências mais sublimes da minha vida.

Eu não conseguia me imaginar escrevendo um livro com outra pessoa, ainda mais com mais de 200 crianças sem nenhuma experiência no ofício.

Nessas oficinas, exercitei a prática da observação junto as crianças e perguntava para elas: “O que você vê que todo mundo vê? E o que será que só você vê e mais ninguém?”.

Eu sempre as incentivava a perder o medo de errar, porque o medo de errar paralisa a criação.

Então, por meio de várias dinâmicas, junto com a larga experiência da Rona Hanning e da Carolina Sanches, do Instituto Ler é Abraçar, e também com o apoio essencial dos auxiliares de bibliotecas do Sesi nas comunidades, consegui mostrar para elas que eu queria saber a forma que cada um criava e não quem era o mais inteligente.

Também gostaria muito de falar sobre o trabalho extraordinário que a artista plástica Simone Barra fez no Seu conto é nossa história. Com toda a sua sensibilidade, seu olho poético  e seu talento desmedido, a Simone fez a edição artística do livro, costurando com magia desenhos que as crianças fizeram ao longo do projeto em fotos que foram tiradas nas comunidades, durante os encontros. Com o colorido dos desenhos misturado ao preto e branco das fotos, a realidade que a fantasia de cada uma delas ganhou por conta dessa edição da Simone deu ainda mais vida e mais verdade ao livro.

Enfim, no final, fiquei realmente feliz por tudo, o resultado foi simplesmente surpreendente, emocionante, maravilhoso mesmo.

Esse projeto foi idealizado pelo Sesi, da Firjan. Quem me convidou para assumir e coordenar o Seu conto é nossa história foram a Cláudia Canto e a Mariana Ribeiro, do Sesi. E eu digo que foi uma grande honra e uma profunda alegria participar desse projeto e escrever esse livro com as crianças.

SF: Você tem diversos trabalhos voltados para o público infantil, mas também escreve obras de não ficção e inclusive escreveu uma biografia sobre Mario Quintana. Você acredita na separação de públicos, entre o infantil e o adulto? E como se dá o reconhecimento por parte de ambos?

Márcio: A classificação de um livro que ganha o rótulo de infantil é uma questão de mercado. Eu acredito mais em uma prosa poética.

Existe muito esta questão na cabeça de muitas pessoas: “Para que idade é este livro?”

Eu acho que não devemos limitar a uma idade, ou um público. Não existe isso em outras artes. Para que idade, por exemplo, é uma quadro do Romero Britto, um espetáculo da Débora Colker ou uma peça do Ariano Suassuna? E já vi crianças olharem fascinadas para uma obra do Romero, saírem extasiadas de um espetáculo da Débora, ou ficarem hipnotizadas por uma peça do Suassuna. Mas, na literatura existe esta separação porque como a literatura produzida para a infância está muito atrelada à escola assim ela acaba ganhando essa classificação infantil, muitas vezes confundindo o literário com o didático.

SF: Qual foi o maior desafio que já enfrentou na carreira?

Márcio: escolher ser escritor é o meu maior desafio, um desafio que me faço todos os dias, mesmo quinze anos depois de ter lançado o meu primeiro livro.

SF: Qual conselho você daria para alguém que queira se tornar escritor?

Márcio: Olhe para os lados. Escreva a partir das suas próprias inquietações e não sobre o que você acha que será um sucesso.

E também, sempre que possível, leia textos que te emocionem, te surpreendam, te perturbem.

SF: Além de escritor, você concede palestras e presta consultoria a novos escritores. Por favor, você pode comentar quais serão seus próximos projetos?

Márcio: Tenho trabalhado muito em Oficinas e com o tema da “Educação por Encantamento”, a importância de exercitarmos o olho. E viver em estado de encantamento é, apesar das nossas perdas, dos nossos tormentos, das nossas aflições, dos nossos vazios, apesar de tudo, conseguirmos reinventar a nossa própria realidade.

Outro projeto que estou realizando e que tem me dado muito prazer e muita alegria são os Casamentos Manuscritos, em que entrevisto casais, edito o material da entrevista, crio um texto com a cara e a essência deles, a partir da história que me contam, e apresento esse texto aos noivos e seus convidados, no dia da cerimônia.

 

SF: Por favor, você pode enviar um recado aos leitores do site?

Márcio: Viva em estado de poesia.

A poesia está em todo o lugar e ela se mostra para a gente por meio da beleza.

O meu livro De Filho Para Pai é sobre a minha relação com o meu filho e também uma declaração de amor a tudo de mais essencial que nos cerca e que na maioria das vezes não vemos, por falta de reparo no olho.

Temos que ajustar o olho para reparar a beleza onde não é comum ninguém vê-la.

Então, nada contra as belezas de cartão-postal, claro, mas a minha sugestão é que aproveitemos com fundura e reparo amoroso as belezas mais despercebidas que estão à nossa sua volta. Afinal, nem todo mundo que é autêntico é feliz, mas todo mundo que é feliz, antes de tudo, é autêntico. E exercitar o olho é uma das formas mais sublimes de dar uma impressão digital à própria vida.

Conheça mais sobre Márcio Vassallo, através de sua página de consultoria para autores e de seu mais recente trabalho "Casamentos Manuscritos", no qual ele ajuda a  celebrar casamentos de forma sensível, diferente e encantadora.

https://www.facebook.com/pages/M%C3%A1rcio-Vassallo-Consultor-liter%C3%A1rio/1593798737513008?fref=ts

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