Confira a entrevista exclusiva com o elenco de "O Caçador E A Rainha de Gelo"

Nesta nova aventura, Chris Hemsworth volta como o herói Eric em O Caçador e a Rainha do Gelo, acompanhado por Sara, o amor da sua vida — a implacável guerreira na pele de Jessica Chastain. Juntos, eles precisam enfrentar a diabólica rainha Ravenna (Charlize Theron, de volta na sua personagem fascinante) e sua irmã, Freya, a Rainha do Gelo (representada por Emily Blunt, novata no elenco). Sequência de Branca de Neve e o Caçador, sucesso de 2012 que arrecadou quase US$ 400 milhões em bilheteria em todo o mundo, o novo filme é dirigido pelo mago dos efeitos visuais, Cedric Nicolas-Troyan.

Q: O que levou você a aceitar participar de O Caçador e a Rainha do Gelo?

Cedric Nicolas-Troyan: Quando Joe Roth (produtor) me ligou perguntando se eu queria dirigir o filme, foi moleza decidir. Eu sabia que Charlize Theron e Chris Hemsworth já estavam confirmados e que a participação de Emily Blunt era quase certa. Então, é claro que eu disse sim!

Charlize Theron: Eu adorei ter participado do primeiro. Me diverti muito trabalhando com Chris Hemsworth e acho que fiquei em estado de choque quando recebi o telefonema. Isso porque (sussurro) eu morro no primeiro filme. Cuidado com o spoiler. Então, eu pensei, “Como é que isso vai funcionar?”. Fiquei superlisonjeada com o fato de eles quererem me trazer de volta, mas só percebi como iam fazer isso quando li o roteiro... A gente sempre fica pensando o que ainda dá pra explorar numa personagem que já vivemos. Percebi que estava em uma posição privilegiada graças à personagem de Freya (Emily Blunt). Eu não imaginava que Ravenna fosse capaz de fazer duas coisas: amar e se importar com alguma coisa. Eu tinha que explorar esse aspecto novo. E fazer isso com a maravilhosa Miss Blunt, seria uma honra. Queria assinar na hora, não dava pra esperar.

Emily Blunt: Fiquei louca para trabalhar com todos os atores. Eu queria muito um embate de rainhas com Charlize Theron, que foi sensacional e engraçada. Acho que nunca fiz o papel de uma vilã numa realidade tão especial. Eu sabia que seria maravilhoso e fiquei muito tentada.

Chris Hemsworth: Eu me diverti muito no primeiro filme. Mas era um filme com um tom mais sombrio. Quando estávamos filmando, falávamos do potencial que o filme tinha para uma sequência ou franquia. E, então, surgiu a oportunidade. Gostei de trabalhar num tom mais leve e dar à personagem um toque de humor. Ainda tem a pegada da aventura épica, mas é mais divertido. É isso que vimos no roteiro e Cedric Nicolas-Troyan (diretor) tinha a mesma intenção.

CNT: Nós arriscamos, porque o clima era muito diferente do primeiro filme. Mas estava condizente com o tom do personagem Eric.

Jessica Chastain: Eu já tinha feito muitos filmes em que meu personagem passava por momentos muito complicados. Eu estava a fim de fazer algo divertido. Dei muita risada com todos no set. Acho que nunca me diverti tanto filmando como desta vez.

Q: Como foi filmar as cenas de ação e mostrar sua habilidade de luta?

EB: Tive que deixar essa parte com a Jessica Chastain. Charlize Theron e eu ficávamos cambaleando no salto alto, reclamando que o pé estava doendo. Foi o máximo que conseguimos.

CT: “O vestido é pesado!”

EB: E de repente a Jessica aparecia no trailer de maquiagem, pingando de suor depois de uma daquelas cenas fantásticas de ação.

CT: Eu me lembro muito bem do Cedric Nicolas-Troyan (diretor), quando fomos filmar a sequência da luta em que Jessica pula do terraço. Ele disse: “Quando ela pular, você tem que se virar”. E eu perguntei: “Você tem noção da minha roupa?”. E ele: “Você tem que virar e isso tem que ser rápido”. E eu: “Como assim, rápido? Daqui não sai nenhum movimento rápido”. E enquanto eu reclamava do fato de ter que ser rápida, eu observava a Jessica, que dizia: “Estou pronta pra pular!”. Ela quase não tinha equipamento de segurança. Não tinha colchão embaixo. Aí, eu pensei: “Meu Deus, acho melhor eu ficar quieta e fazer o que ele manda”.

CNT: No final do filme, tem a luta entre Chris Hemsworth e Charlize Theron. É uma luta mano a mano, mas temos que considerar que, enquanto ela filmava, estava realmente lutando. As tomadas feitas com dublê são pouquíssimas – duas ou três. Cada vez que vejo essas tomadas, acho impressionante o que ela faz com aquele vestido que pesava uma tonelada!

Q: Emily, quando você começou a trabalhar com atriz, imaginava que seria como é hoje? Como você conseguiu chegar até aqui?

EB: Não, eu não imaginava nada disso. Não quero soar arrogante, mas minha expectativa era bem modesta. Eu nem tinha a intenção de ser uma atriz. Eu fiz uma peça de teatro na escola, um agente me viu e um ano depois eu estava no palco com Judi Dench (em The Royal Family). Eu era completamente crua, não sabia nada do assunto e ela foi incrível, muito gentil. Preparou o terreno pra mim, me ensinou como eu deveria me aproximar da indústria do cinema e como manter sempre a esperança em cada uma das oportunidades, já que nunca sabemos onde elas podem nos levar.

Eu aprendi a abraçar de verdade o desconhecido e confiar nos meus instintos diante das minhas escolhas. Sempre tentei fazer escolhas com base em uma verdadeira inspiração, sem montar uma estratégia que pudesse me levar a algum lugar na indústria do cinema ou coisa do gênero. Mas eu nunca imaginei chegar até aqui. Ainda é uma posição surreal. Todos nós sentimos isso. Sabe, trabalhar no mundo do cinema é como respirar ar rarefeito, é coisa rara. Somos privilegiados. Então, não faço pouco caso. E ainda me sinto inspirada e feliz com meu trabalho.

Q: Jessica, que tipo de treinamento você fez para encarar as cenas de luta?

JC: Bem, a Universal foi incrível. Eles mandaram uma pessoa de Nova York para trabalhar comigo. Tínhamos que desenvolver uma maneira de lutar que fizesse sentido com Chris Hemsworth. Porque a personagem dele é como uma parede. Ele apanha muito antes de cair, enquanto que a Sara, se ela for atingida, provavelmente desmonta de primeira. Então, por causa da nossa diferença de tamanho, o estilo de luta tinha que ser algo com mais velocidade, tomando vantagem da posição e do peso do oponente. Depois, passei três semanas em Londres para trabalhar com a equipe de dublês antes de começar a filmar. Na última semana, comecei a treinar usando os sapatos da personagem, que tem 11 cm de plataforma. Eles parecem baixos, mas têm salto por dentro. Fiquei chocada, porque depois de algumas semanas me preparando com os dublês, achei que estava tudo sob controle. E, de repente, eu coloquei a bota e pensei: “Nossa, isso é muito diferente”.

Q: Como a roupa afetou o seu desempenho?

CT: Tem alguma coisa no espartilho que faz você se sentar ereta (risos). A capa também foi incrível. Não sei por que, mas adorei usar a capa – teve um efeito especial. Eu tinha que inclinar meu pescoço pra frente, senão meu cabelo e a coroa ficariam presos na parte do pescoço. Quando não estava com a capa, via a diferença na tela. Alguma coisa acontecia naturalmente por causa do figurino.

[Contracenando com Emily Blunt]

CT: Muito da minha atuação era relacionada com a Emily. As cenas foram escritas para que ouvíssemos uma a outra e isso é maravilhoso. No primeiro filme, não tinha muito disso, porque a Ravenna não deixava ninguém falar. Não ouvia ninguém e gritava com todo mundo. O legal é que a irmã consegue chegar nela e a Ravenna realmente ouve o que ela tem a dizer.

Q: Qual era o clima no set de filmagem?

CH: Ótimo. Para ser honesta, a energia era bem diferente, porque nossos filhos estavam no set durante um bom período. Normalmente, o set é um lugar tenso, respeitoso, silencioso. Com todas aquelas crianças, isso era impossível! Um corria atrás do outro com as armas e gritavam o tempo todo!

Q: O que sua personagem tinha de novo desta vez?

CT: Acho que a personagem era a mesma, como já disse, mas senti que poderia explorá-la de outra forma. Acho que com a Freya, personagem de Emily Blunt, eu podia respirar ar fresco. Se não fosse isso, seria repetitiva e não sei se me interessaria pelo papel. Na essência, a personagem é exatamente a mesma, mas estamos vendo por um outro prisma, porque agora as circunstâncias são diferentes. No primeiro filme, nunca achei que a Ravenna fosse capaz de amar. Acho que ela ama profundamente sua irmã – por isso que o momento em que ela destrói a relação é muito emocionante. Eu estava louca pra fazer.

Confira o trailer abaixo:

 

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"O Caçador e A Rainha do Gelo" foi lançado em DVD e Blu-Ray nesta última quarta-feira (28/09). E os formatos Blu-ray e Blu-ray 3D contém, junto com a versão do filme para os cinemas, a versão estendida, totalizando 120 minutos de produção.

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Sobre o autor

Babi Bernardo

Babi Bernardo, carioca, Designer de Moda pelo SENAC-RJ, Personal Stylist pelo curso da Dany Padilla, cursando Gestão de Varejo pela UNIVAR-UCAM, especialista em Fashion Buying & Merchandising pela London College of Fashion. Trabalha no varejo há sete anos com foco em Compras. É editora-chefe do Satisfashion Brazil.

 

 

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