Luan Lopez conversou com Aline Lessa, nova sensação da música. Saiba mais:

Cantora estreia sua carreira solo no palco do Solar de Botafogo.

 

Com o repertório de seu novo álbum inspirado em Adriana Calcanhoto, Marisa Monte, Gal Costa e outras pérolas divididas com seu pai durante a infância, Aline Lessa encanta a plateia lotada do Centro Cultural Solar de Botafogo. O espaço cênico, idealizado por Livia Fialho, apresenta elementos que alegorizam aspectos da vida da cantora com sua produção artística, criando uma coexistência entre obra e vivência.

Aline Lessa tinha 19 anos quando subiu aos palcos de grandes festivais como o Lolapallooza, em São Paulo, e o SXSW, nos EUA, com sua antiga banda de indie rock Tipo Uísque. Ela conta, entretanto, que não ficou surpresa em se ver tocando para multidões na época, pois as oportunidades apareciam naturalmente à medida em que se trabalhava cada vez mais no projeto. Aline era tecladista e principal compositora do grupo e surpreendeu a imprensa gringa, por ser brasileira e não ter nenhum parente estadunidense e, mesmo assim, compor letras em inglês melhores que boa parte das bandas nativas.

"Eu acredito que o português seja uma língua muito mais rica. É possível falar muitas coisas de várias formas diferentes com o nosso idioma e o inglês não tem tanta diversidade. Por eu compor bastante em português desde muito nova, acho que quando escrevo em inglês, consequentemente, busco novas possíbilidades nas letras." Diz Aline, revelando que, apesar de adorar cantar, prefere compor.

Rica em musicalidade, a artista fez os arranjos de seu álbum com outros músicos, sobretudo com seu produtor e guitarrista Elísio Freitas. Além disso, ela procura, através da diversidade de gêneros musicais que a atraem, musicistas mais próximos de cada estilo que suas obras estão emergidas. Desgastante e prazeroso, como revela Aline, o processo de criação de seu primeiro álbum durou pouco mais de um ano e, consequentemente, o compromisso com a originalidade fez nascer dez faixas que soam de maneira única aos ouvidos.

Atenta aos aspectos visuais de sua perfomance em palco, a cantora afirma que cada elemento da cenografia conta uma história de sua carreira e vida pessoal. É um compromisso assumido pela artista em transmitir espontaneamente aquilo que define sua natureza real. O palco é o lugar de pessoas excessivamente fascinantes, segundo o escritor e dramaturgista Oscar Wilde, e Aline Lessa revela que quer voltar a cantar em grandes casas de espetáculo e festivais de música o quanto antes.

Imagem: Vitor Jorge

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Sobre o autor

Luan Lopez

Graduando de Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade FACHA. É colaborador do Jornal O Sol.

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