Música

No último dia 20 de março, encerrou-se a décima turnê de Madonna, a “Rebel Heart Tour”, que ficou por sete meses na estrada, com 82 apresentações por mais de 50 cidades em 24 países e quatro continentes, arrecadando cerca de 170 milhões de dólares. Com ela, a chamada rainha do pop chega à marca de 1,31 bilhão de dólares de bilheteria em turnês, tornando-se a única artista solo da história da música mundial com tal feito, segundo publicação da Revista Billboard. Considerado pelos fãs como um dos melhores shows de sua carreira, a “Rebel Heart Tour” não teve parada pela América Latina e, consequentemente, sem vinda ao Brasil. Além de ter mostrado Madonna de algumas formas que nem público nem a mídia estavam acostumados a ver, os shows foram repletos de boas lembranças, tecnologia de ponta e amor de todas as formas.

Viu-se uma mulher mais humana (que se emocionou pelos problemas com o filho Rocco), mais alcançável, mais próxima dos fãs - inclusive levando pelo menos um para palco a cada show -, comunicativa e, porque não, menos acelerada. Ela continua performática e acrobática, mas com coreografias não tão exigentes, nem pesadas e bem mais “de efeito visual” (sem perder o fôlego) que dão um ar de elegância e diversão às apresentações, e em alguns momentos, lembra uma grande celebração dela com seus 20 dançarinos. Aquela busca pela perfeição, com passos e lugares marcados, ainda está ali, mas soa mais sutil. 2.150.400 luzes LED se dividem em rampas que viram telões e nos próprios telões do palco. Como um todo, é um espetáculo muito colorido e bonito de se ver, montado para ser admirado, com diversas histórias encaixadas. Não é à toa que foi ensaiado diariamente por mais de três meses antes da estreia.

                          

                              Depois de muitos anos dizendo que não cantaria mais "Material Girl", Madonna o fez nesta turnê (Crédito: Stufish)

As paradas estratégicas (também de descanso, claro) para que Madonna apresente uma canção com algum instrumento continuam. No setlist da turnê, 23 canções e muitas surpresas em cada show. Sucessos há muitos anos não apresentados, como “True Blue”, "Who´s That Girl", "Deeper And Deeper" e "Love Don´t Live Here Anymore" (esta última pela primeira vez ao vivo) estiveram presentes, para realizar o sonho de inúmeros fãs. Em resumo, durante sua recém-terminada turnê, Madonna encontrou-se com a história antiga do Japão, encarnou Joana d'Arc fazendo revoluções, passeou pelo rockabilly (no clima do filme "Grease"), foi ao México e dançou, como Frida Kahlo, seus ritmos latinos (tema que parece ser de interesse, vide o número de vezes que marca presença em suas turnês) e terminou nos anos 20 parisienses.

E ainda tem aquelas polêmicas já esperadas de Madonna nos seus shows, não é? Quem mais tem coragem de levar ao palco, uma representação artística da Última Ceia, na qual ela e seus dançarinos fazendo as vezes de Jesus Cristo e seus apóstolos, parecem mais estar em uma festa para Baco, na canção “Holy Water/Vogue” (com freiras de roupas de baixo fazendo pole-dance em cruzes estilizadas). Ou então em “Devil Pray”, música em que ela canta sobre como devassidões como álcool, drogas e outras podem aproximar ou afastar as pessoas de Deus, ao mesmo tempo em que se confessa e senta no colo de um padre no palco. Os dois números foram muito criticados e até proibidos em algumas cidades. Nada incomum nestes 33 anos de carreira da artista e que ela não tenha visto, uma vez que até excomungada pela Igreja Católica Madonna já foi. Sexo e religião são temas que ela gosta de aprofundar.

               Madonna e sua representação da Última Ceia em "Holy Water/Vogue" (Crédito:Chris Weger/Reprodução Internet)

Houve reclamações de diversos lados sobre o espetáculo: o público revoltado com atrasos em diversos shows, críticas sobre sensualidade e citações ao catolicismo, entre outras questões notórias para quem acompanha mesmo que de longe o show business. Mas nada como usar as redes sociais para reclamar também, não é? Sim, Madonna usou e muito seu perfil no Instagram para rebater opiniões e dar explicações de temas que lhe incomodaram. Afinal, ela é humana, tem emoções, deve e pode expressá-las. Falando em chateação, o povo brasileiro (desta ela nem tem culpa assim) esperou, esperou e não conseguiu ver a “Rebel Heart Tour” em solo nacional. Mas os fãs se viraram como puderam.

Brasileiros falam sobre turnê que “não viram”

O psicólogo Fábio Martins, de 36 anos, foi até o Barclays Center, em Nova York, assistir Madonna, em setembro de 2015. Ele, que conferiu todos os shows desde a era “The Girlie Show”, considera “Rebel Heart” o mais completo, em termos de música, no qual “ela estava aparentemente mais relaxada, menos coreografada, celebrando mais seus hits”. “Eu amei. Foi o melhor desde o primeiro que assisti”, complementa ele.

Já DJ Flavius, de 39 anos, não pôde assistir a nenhum show desta última turnê. Já esperava não ver Madonna, “devido à crise econômica em que o Brasil se encontra, refletida diretamente no alto valor do dólar”. Flavius comenta que qualquer turnê dela acaba sendo um empreendimento caro. “Adiciona-se a isso o fato de Madonna não mudar a estrutura de seus shows. Ela não diminui absolutamente nada, o show que apresenta em todos os países é o mesmo que apresenta nos EUA, fielmente”. O DJ se surpreendeu com a execução do espetáculo. “O show parece mais intimista e menos técnico, embora tecnicamente também seja perfeito, ágil e empolgante”.

Madonna veio ao Brasil pela primeira vez há 22 anos e foi quando o jornalista Daivson Santos, aos 10, tornou-se seu fã. Ele, que já acampou em filas de show, porta de hotel e fez diversas coisas para vê-la (já até conseguiu encostar no seu ídolo), estava se planejando para ver a estreia da “Rebel Heart Tour”, que seria dia 29 de agosto, em Miami. Porém, por motivos de planejamento, foi adiada e aconteceu em Montreal, no Canadá, em 9 de setembro de 2015. “As cinco primeiras datas da turnê foram remanejadas de agosto de 2015 para janeiro de 2016. Atrapalhou meus planos”. Além disso, Daivson comenta que “a alta do dólar afastou não somente a Madonna, mas muitos artistas pop”.

Para ele, nesta atual fase, Madonna está mais próxima dos fãs, buscando um contato mais direto. “Esta turnê resgatou músicas que ela não cantava há décadas e outras que nunca havia sido apresentadas ao vivo”, frisa o jornalista. Mesmo sem vir ao país desde sua passagem com a “MDNA Tour”, em 2012, ela não se esquece do Brasil. Na última música da “Rebel Heart Tour”, “Holiday” (um dos seus maiores sucessos), a bandeira verde e amarela está lá marcando presença. 

                            

                                                  Madonna em plena performance de "Like a Virgin" (Crédito: Stufish)

O coração rebelde continua a pulsar e causar

Madonna sabe como ninguém administrar sua carreira e reinventar-se de tempos em tempos. Isto já é tão inerente a sua imagem que as pessoas já torcem/apostam em como ela deve aparecer para a divulgação de um próximo CD. Em entrevista para o site da revista Rolling Stone em 7 de outubro de 2015, ela revelou a vontade de fazer um show no estilo banquinho, garrafa de vinho, violão e piadas, algo bem simples. Ela já deu até uma prova ao público australiano no dia 10 de março deste ano, com o show “Tears of a Clown”, com música, ironia e até tristeza. Bem diferente do que se espera dela. E a graça está aí: não há como ter um padrão de criatividade vindo de Madonna.

Diferente do que tem se visto nos últimos 20 anos, quando artistas têm tido bruscas mudanças em suas carreiras com visual, estilo musical, entre outros fatores, Madonna se mantém viva, correndo por fora de toda esta complicada competição por espaço no show business. Há tempos, ela demonstra que prefere investir em turnês do que na divulgação e vendas de CDs. Tantas vezes ciente de seus limites, Madonna nunca foi de se limitar. E não será agora que ela o fará. Em 16 de agosto deste ano, ela comemora seus 58 anos, há 33 deles no trono do pop, incomodando a quem tiver de incomodar, tocando em certos assuntos que ninguém quer falar, como sexo, religião, políticas, causas humanitárias e colocando seu coração rebelde a pulsar.

 

                        
                                                    Madonna ao fim da música "Devil Pray" no show (Crédito: Stufish)

 

A penúltima semana de março estava repleta de novidades para os músicos de plantão. Quatro artistas, motivados pelo espírito de Páscoa (a gente finge que foi isso), resolveram lançar seus mais recentes vídeos clipes, para delírios dos fãs. Vamos conferir cada um deles?

Anahí - Eres

Enquanto o tão esperado álbum não chega, Anahí liberou o vídeo de Eres. O terceiro single do retorno da diva mexicana é uma balada romântica. A cantora ainda divide a música com o também mexicano Julión Alvarez

Zayn Malik - BeFour

O ex garoto normal de 22 anos chegou mostrando que pode ter tanto sucesso quando a sua antiga boyband, One Direction. O álbum de estreia de Zayn debutou em nada mais, nada menos do que 77 países. Para celebrar o lançamento do CD, Malik lançou o vídeo clipe da canção BeFour:

Nick Jonas feat. Tove Lo - Closer

Os Jonas Brothers podem ter acabado, mas os fãs dos meninos não têm do que reclamar. Nick Jonas dividiu a canção Closer com a linda da Tove Lo em um clipe pra lá de sensual:

Hailee Steinfeld feat. DNCE - Rock Bottom

Joe Jonas, com a sua banda DNCE, foi convidado para compartilhar a música Rock Bottom com a também maravilhosa Hailee Steinfeld.

Qual foi seu vídeo clipe preferido da semana? Conta para a gente ;)

Sim, aconteceu exatamente isso que vocês leram! Além de apresentar uma show incrível na Cidade Maravilhosa (20), Adam Levine, vocalista do Maroon 5 simplesmente arrasou cantando o clássico brasileiro "Garota de Ipanema". E olha que o nosso boymagia favorito não deixou nada a desejar. Confira:

Bem que eles poderiam aproveitar a homenagem e se jogarem de vez no nosso país, sim ou com certeza?

A banda norte-americana Maroon 5, que veio apresentar a turnê V, encerrou a agenda de apresentações brasileiras no Rio de Janeiro (20). Adam e cia, passaram antes por Porto Alegre (09), Belo Horizonte (11), Salvador (13), Fortaleza (15) e São Paulo (17 e 19).

 

 

Depois do Grammy, chega mais uma premiação de música para o delírios dos fanáticos. Dessa vez, você pode conferir aqui todas as apresentações maravilhosas que ocorreram no Brit Awards 2016 (24/02) - o tradicional evento que premia os músicos ingleses e da música mundial. E por falar nos britânicos, a diva Adele foi o grande destaque da noite. Quer saber o motivo? Além da cantora ter levado para casa mais três prêmios e ter performado divinamente a canção “When We Were Young”, Adele aproveitou o momento para declarar apoio à Kesha. Como todos sabem, a cantora do hit TiK ToK passa por um momento bem delicado na indústria fonográfica. Confira aqui.

Então, a vida está ou não está muito boa para Adele? Confira também a maravilhosa apresentação da diva.

Coldplay também saiu com um Brit na mão. A banda britânica levou o prêmio de “Grupo Britânico do Ano” e apresentou a canção “Hymn for the Weekend”. Veja:

James Bay perdeu para Meghan Trainor na categoria Revelação do Grammy 2016, mas ganhou no Brit em "Artista Solo Masculino Britânico". Assista a apresentação do boy:

A estilosa Jess Glynne subiu ao palco para performar um medley arrasador de "Ain’t Got To Go”, “Don’t Be So Hard On Yourself” e “Hold My Hand”. Confira!

As lindas e talentosas da girlband Litte Mix mostraram porque são sucesso na performance lacradora do hit "Black Magic". Duvida? Confira só:

Mas não foram só os britânicos que incendiaram Londres. O Brit recebeu também diversos artistas dos Estados Unidos, Canadá, entre outros. Segundo a se apresentar, Justin Bieber levou o prêmio de "Artista Internacional Solo Masculino" e presenteou os fãs com as canções "Love Yourself"“Sorry”.

Rihanna pode ter decepcionado muitos ao cancelar sua ida ao Grammy, mas a diva de barbados foi claramente "perdoada" após performar as canções "Consideration" e "Work". A última, inclusive, pegou fogo com a participação de Drake.

Sucesso no mundo todo, The Weeknd não poderia ficar de fora. A música escolhida foi o single The Hills:

O icônico David Bowie pode ter falecido no começo do ano, mas o seu talento e obra são para sempre. Lorde foi o destaque no tributo ao nosso camaleão favorito. Assim como Lady Gaga, no Grammy, a cantora de Royals também emocionou. Veja!

Confira abaixo a lista dos ganahdores da noite:

Vídeo do Ano de Artista Britânico
“Drag Me Down” – One Direction

Artista Revelação Britânico
Catfish and the Bottlemen

Artista Solo Masculino Britânico
James Bay

 

Artista Solo Feminina Britânica
Adele

Grupo Britânico
Coldplay

Single Britânico do Ano
“Hello” – Adele

Álbum Britânico do Ano Mastercard
Adele – “25″

 

Artista Solo Masculino Internacional
Justin Bieber

Artista Solo Feminina Internacional
Björk

Grupo Internacional
Tame Impala

 

Uns dos pontos altos na carreira de um/uma artista que se dedique a fazer música são os shows e as turnês. É quando eles mostram seu talento e tudo o que tem, ao vivo e sem cortes, aos seus fãs. Estes ficam muito felizes quando podem assisti-los em suas apresentações ou, quando não, eles disponibilizam seus projetos em DVD/Blue-Ray ou qualquer outro formato de home entertainment. Acontece que, por muitas vezes, grandes shows, rodeados de expectativas e até promessas de lançamentos, acabam ficando na gaveta.

A lista abaixo mostra isto. Ela poderia até ser maior, em se tratando do mundo pop, mas os shows/turnês citadas estão entre os mais falados em termos de promessas não cumpridas de DVDs.

Britney Spears e sua “The Circus Starring Britney Spears”, de 2009:

Oitava turnê da cantora, marcou sua volta aos palcos após o período de problemas pessoais, bem sérios e notórios, que ela teve em 2007. Apesar de ter como base o álbum “Circus”, lançado em 2008, o show trazia até mais músicas do CD anterior, “Blackout” (2007). Em comparação, eram oito canções do primeiro e quatro do “Circus” em si. Na prática, a “Circus Tour” divulgava os dois álbuns, uma vez que “Blackout” não teve turnê. Esse disco é considerado um grande marco na carreira de Britney, sendo elogiado até por Madonna (em uma entrevista ela disse que se inspirava no álbum, que tinha um “som brilhante”). Por ter tanta importância em sua trajetória, ser a “volta” oficial da cantora do show business e pela sua concepção em si, a “Circus Tour” merecia um DVD. O show trazia diversos tipos de circos diferentes: um “mais comum”, a casa de diversões, o circo dos horrores e de cunho sexual/sensual, um circo de rock e eletro music. Britney estava um tanto quanto mais solta e cada apresentação tinha algo de diferente, fossem nas roupas, no cabelo, na cenografia. Era uma turnê que precisava de um registro. Infelizmente, após polêmicas de uso de playback (isso ainda é surpresa para alguém?), o projeto do DVD foi deixado de lado.  Assista à abertura e performance de “Circus” desta turnê abaixo em registro profissional (que já dá uma ideia de como ficaria esse DVD):

 

Justin Timberlake e sua “The 20/20 Experience World Tour”, de 2013:

O ex-participante do 'N Sync resolveu focar em sua carreira de ator e ficou sem lançar nenhum material musical de 2008 a 2012. Após lançar os dois volumes de “The 20/20 Experience”, ele resolveu sair em turnê. Este novo projeto gerou muita expectativa por parte dos fãs e da mídia, não só pelo hiato, mas pelo que se falavam dos CDs. Justin estava no caminho para alcançar a maturidade musical que buscava e se tornar o cantor que queria, mas os álbuns não foram todo o estouro que prometiam. Um exemplo: a música “True Blood” era apontada como a nova “Thriller”, antológico sucesso de Michael Jackson. Mas a canção de JT passava longe com a que era comparada. O projeto gerou muito barulho e pouco efeito, mas para isto, há uma fórmula bem pensada e usada: quando um CD vai mal das pernas, um bom show pode salvá-lo. Com toda uma atmosfera de crooner (terno preto para todo mundo, até dançarinos), projeções bem elaboradas e acompanhada pela banda The Tennessee Kids, a “The 20/20 Experience World Tour” trazia hits, covers e grande estrutura. Os shows se encerraram em janeiro de 2015. Em julho do ano passado o diretor da turnê Jonathan Demme disse, em entrevista, que havia filmado a última apresentação, que até agora não foi lançada. Abaixo uma filmagem amadora do show (atenção para a gigantesca plataforma usada em parte do espetáculo):

 

Janet Jackson e suas "Rock Witchu Tour" (2008) e "Number Ones: Up Close and Personal" (2011):

Grande nome feminino da história da música americana, ficou sete anos longe dos palcos e voltou à ativa com a “Rock Witchu Tour”, em 2008. Problemas de saúde, a crise econômica de 2008 e outros fatores acabaram acarretando o cancelamento da turnê, o que consequentemente também inviabilizou qualquer registro ou lançamento de DVDs. Em 2011, Janet caiu na estrada com a "Number Ones: Up Close and Personal", um show de greatest hits que foram nº 1 nas paradas. As duas turnês foram de menor produção, se comparadas às outras que a cantora fez. O interessante era que as apresentações e as estruturas dos shows, feitos em sua grande parte em arenas, garantiam uma maior proximidade com os fãs. Isso dava outro ar, mais ousado e bem mais “Janet” ao projeto. Os setlists das duas turnês traziam músicas da era “Control” (CD de sucesso lançado pela artista há 30 anos), com uma Janet bem resolvida e ciente de seu talento. Infelizmente, nenhum dos dois foi lançado para home entertainment. Janet pode mudar este jogo este ano, uma vez que está com a “Unbreakable World Tour” nos palcos. Assista aos vídeos das turnês aqui:

"Rock Witchu Tour"

 

"Number Ones: Up Close and Personal"

 

Lady Gaga e suas “Born This Way Ball Tour” (2012) e “ArtRave: The Artpop Ball” (2014):

Maior show da cantora em questão de estrutura, a “Born This Way Ball Tour” era apresentada em um castelo com três andares, com um enredo e muitas inovações. Quem esquece que Gaga nasceu de “sua própria vagina” neste show? A turnê foi cancelada faltando 23 shows para o seu fim devido a problemas de saúde, que levaram à cantora até a fazer uma cirurgia. Tudo bem que situações como esta ninguém consegue prever, porém um melhor planejamento poderia garantir que o registro fosse feito bem antes. Em 2014, Gaga apresentou a “ArtRave: The Artpop Ball”, com muito menos requinte e estrutura e em meio a várias polêmicas envolvendo sua equipe criativa. Gaga havia até dito que um DVD seria lançado, mas nada feito. Mesmo que a “ArtRave Tour” não tenha sido tão gigante quanto a “Born This Way Ball Tour”, ela tinha seu charme. O clima de festa em boa parte do show contrastava com os números em que a cantora se apresentava ao piano. Falta de planejamento desde a divulgação do CD em si, de singles e da turnê e, porque não dizer, daquela fase da carreira de Gaga a fizeram investir no jazz do projeto “Cheek to Cheek”, em parceria com Tony Bennett, lançado enquanto ela ainda estava com a “ArtRave” na estrada. E nada do DVD dessa turnê também. Veja abaixo os vídeos dos shows citados:

“Born This Way Ball Tour”

 

“ArtRave: The Artpop Ball”

 

Observação relevante: de todos os shows citados, apenas a “ArtRave: The Artpop Ball” e a “The 20/20 Experience World Tour” ganharam especiais completos com filmagem profissional exbidos por streaming pelo Yahoo. Os outros shows só puderam ser vistos em filmagens no Youtube ou por quem os assistiu ao vivo mesmo.

A noite mais esperada do mundo musical deu o ar da graça na noite desta segunda-feira (15) trazendo vários momentos maravilhosos. Antes mesmo de começar a 58° edição do Grammys Awards, Taylor Swift já havia levado mais 2 prêmios para casa: Melhor Álbum Pop e Melhor Vídeo Clipe (por Bad Blood). A lista dos indicados é tão grande que já é costume anunciar algumas categorias antes mesmo da premiação iniciar. Pois bem, e por falar em Swift, a loirinha foi a responsável por abrir as apresentações da noite. Para lacrar mais uma vez, Taylor escolheu o último single "Out Of The Woods" para performar. Veja clicando aqui

Kendrick Lamar, parceiro de Taylor em Bad Blood e o recordista de indicações no Grammy desse ano, fez uma apresentação maravilhosa. O rapper fez campanha contra o racismo, assista aqui

Um dos momentos mais comentados da noite foi o tributo que Demi Lovato, Meghan Trainor, John Legend e Luke Bryan fizeram ao cantor Lionel Richie. Lovato foi a que teve mais destaque entre todos por conta do vozeirão que soltou ao cantar a música Hello. Depois disso chegamos a conclusão de que uma voz, meus amigos, é uma voz. Veja

E por falar em tributo, houve dois tipos este ano no Grammy. O primeiro para um artista vivo, o do Lionel que acabamos de assistir. E o outro ficou por conta de Lady Gaga ao homenagear o nosso eterno camaleão David Bowie, falecido no começo do ano. A apresentação de Gaga foi emocionante e destacou mais uma vez todo o seu talento. Confira

Depois de ganhar seu primeiro Grammy, Justin Bieber apresentou seus singles Love Yourself e Where Are You Now. Com a última canção, Bieber ganhou na categoria Melhor Gravação Dance/Eletrônico. Assista 

Quando se fala em Grammy, não se pode deixar Adele de fora. A cantora apresentou a canção All I Ask, composta por Bruno Mars. Porém, no início da canção, o áudio do evento sofreu uma pane e falhou. Adele é claro, não deixou a peteca cair, mas mostrou-se descontente com o episódio. No twitter, a cantora comentou sobre o erro técnico dizendo que "merdas acontecem", mas que descontaria a mágoa comendo um hambúrguer. Maravilhosa sim ou sim?

Beyoncé que também não poderia faltar, entregou para Bruno Mars o Grammy de Melhor Canção por Uptown Funk. Já a ganhadora de Álbum do Ano foi Taylor Swift. Com os três troféus ganhos no evento, Swift resulta com 10 Grammys para chamar de seu. A cantora de Blank Space está tão poderosa que é a única mulher da história a ganhar duas vezes na categoria "Álbum do Ano". Tá bom ou quer mais, monamur?

Confira a lista dos ganhadores abaixo:

Álbum do Ano
1989, Taylor Swift

Música do Ano
“Thinking Out Loud,” Ed Sheeran

Gravação do Ano
“Uptown Funk” – Mark Ronson feat. Bruno Mars

Artista Revelação
Meghan Trainor

Melhor Performance POP – Solo
“Thinking Out Loud” – Ed Sheeran

Melhor Performance POP – DUO/GRUPO
“Uptown Funk” – Mark Ronson feat. Bruno Mars

Melhor Álbum Vocal Pop Tradicional
“The Silver Lining: The Songs Of Jerome Kern” – Tony Bennett e Bill Charlap

Melhor Álbum Vocal Pop
“1989” – Taylor Swift

Melhor canção de rock
“Don’t Wanna Fight”, de Alabama Shakes

Melhor álbum de rock
“Drones”, de Muse

Melhor performance de rock
“Don’t Wanna Fight” – Alabama Shakes

Melhor performance de metal
“Cirice” – Ghost

Melhor álbum de música alternativa
“Sound & Color”, de Alabama Shakes

Melhor Gravação de Dance/Eletrônico
“Where Are Ü Now” – Skrillex And Diplo With Justin Bieber

Melhor álbum Dance/Eletrônico
“Skrillex And Diplo Present Jack Ü” – Skrillex And Diplo

Melhor Performance de R&B
“Earned It (Fifty Shades Of Grey)” – The Weeknd

Melhor Performance Tradicional de R&B
“Little Ghetto Boy” – Lalah Hathaway

Melhor Música de R&B
“Really Love” – D’Angelo And The Vanguard

Melhor Álbum Urban Contemporâneo
“Beauty Behind The Madness” – The Weeknd

Melhor Álbum de R&B
“Black Messiah” – D’Angelo And The Vanguard

Melhor Performance RAP
“Alright” – Kendrick Lamar

Melhor Colaboração Rap/Cantado
“These Walls” – Kendrick Lamar Featuring Bilal, Anna Wise & Thundercat


Melhor Música de Rap
“Alright” – Kendrick Lamar

Melhor Álbum de RAP
“To Pimp A Butterfly” – Kendrick Lamar

 

Melhor Performance Country – SOLO
“Traveller” – Chris Stapleton

 

Melhor Performance Country – DUO/GRUPO
“Girl Crush” – Little Big Town

 

Melhor Música Country
“Girl Crush” – Little Big Town

 

Melhor Álbum Country
“Traveller” – Chris Stapleton

Melhor álbum de jazz latino
“Made In Brazil” – Eliane Elias

Melhor álbum gospel
“Covered: Alive In Asia [Live]” – Israel & NewBreed

 

Melhor álbum de reggae
“Strictly Roots” – Morgan Heritage

Trilha Sonora
“Glen Campbell: I’ll Be Me”

Melhor Música Escrita para uma Mídia Visual
“Glory” – Common & John Legend

 

Melhor Videoclipe
“Bad Blood” – Taylor Swift feat. Kendrick Lamar

 

Melhor Filme Musical
“Amy” – Amy Winehouse

Nick Carter lançou recentemente o segundo vídeo clipe do álbum All American. A produção do single 19 in 99 é pra lá de divertida com o loiro caindo na farra ao relembrar o final dos anos 90.

19 in 99 começa com um Nick bem contido no papel de pai. Enquanto sua mulher e os filhos vão a um passeio, Carter aproveita para fazer aquela bagunça que todos nós fazemos quando estamos sozinhos em casa. A diversão do loiro é tanta que ele zoa até a performance épica do clipe de I Want It That Way, dos Backsreet Boys. E por falar nos boys, o vídeo conta com a participação especial de AJ Mclean, seu parceiro na boyband que amamos. Confira:

As meninas do Little Mix estão com tudo em novo clipe. Ao lado do cantor Jason Derulo, as britânicas estreiaram o vídeo de Secret Love Song, terceiro single do álbum Get Weird.

Para compor a balada romântica, Perrie, Jade, Jesy e Leigh-Anne esbajaram seus poderes vocais enquanto caminham melancólicas nas ruas de Londres. 

Infelizmente o vídeo oficial foi lançado apenas no Reino Unido, impossilibitando o resto do mundo de conferir. A assessoria das girls já avisou que logo mais o clipe será liberado para todos. Porém, como são mega espertos, já tem fã disponibilizando o vídeo em outras plataformas. Vamos assistir? Confira clicando aqui.

 

 

 

 

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