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Cultura

A Bela e a Fera é um clássico da Disney que encanta gerações desde 1991 - ano no qual o desenho foi lançado nos cinemas. O sucesso foi tanto que há 26 anos a indústria do entretenimento volta e meia produz diversas adaptações da história, seja em peças teatrais, filmes, livros, etc. Tivemos uma prova disso em março desde ano com a exibição nos cinemas do filme homônimo protagonizado por Emma Watson e Dan Steves, que rendeu alguns records para a Disney. Na onda desse sucesso, vários livros com esse tema foram publicados. Quem nos acompanha viu que resenhamos aqui os livros A Bela e a Fera - edição oficial do filme e A Fera em Mim, ambos publicados no Brasil pela Universo dos Livros. E para não perder o costume (que adoramos, por sinal!!!) trouxemos a resenha de A Bela e a Fera - Perdida em um Livro, lançado também pela nossa editora parceira Universo!

Na capa do livro, em baixo do subtítulo, está escrito que esta é "uma encantadora história original". E é exatamente isso que o leitor irá encontrar, porém, quem assistiu ao live-action irá reconhecer que algumas partes narradas no livro vêm do filme, e não constam no desenho. Tirando isso, temos aqui uma história 99,9% original, criada pela autora Jennifer Donnelly. Apesar do título conter o nome do clássico, não se deixe enganar: a protagonista aqui é a Bela. Obviamente a Fera continua tendo a sua importância, mas é Bela quem protagoniza a história. Além do casal de mocinhos, outros personagens já conhecidos como: Lumiere, Horloge, Madame Samovar, Zip, e outros, também compõe a história. Entretanto, são os novos personagens que sustentam o livro.

A história se passa durante o convívio entre a Bela e a Fera, no castelo do príncipe, enquanto a jovem é mantida presa por ele. Para ganhar a amizade da garota, Fera a presenteia com o que ela mais ama: livros! Ao se ver presenteada com uma bilbioteca com milhares de livros, Bela acaba por descobrir, em um deles, um portal para um mundo mágico com o que ela também sempre sonhou: lugares belíssimos com muita cultura diferente e pessoas interessantes. Essa é a trama central do livro, porém, nem tudo são flores.

Durante essa aventura, Bela toma algumas decisões questionáveis que os fãs de A Bela e a Fera não estão habituados a verem na protagonista. Com a adição de novos personagens e a entrada de Bela no misterioso portal, Jennifer criou uma história que entretem o leitor, transformando a leitura ao longo das páginas em passagens sombrias e até um pouco assustadoras. Contudo, a autora se arrastou em determinada parte do livro. A história demora a engrenar, apesar de Jennifer ter iniciado com um prólogo bem interessante e atraente. Com isso, podemos afirmar que são as partes finais do livro que faz ganhar o tão esperado fôlego. A dinâmica e a agilidade das situações apresentadas nessa etapa fizeram com que a monotomia do "miolo" do livro valessem a pena. E apesar da vibe sombria que permeia algumas partes da história, a mensagem de que é o amor que transforma, e que ele é a resposta, continua sendo a essência habitual de A Bela e a Fera.

 

Sobre a autora:

É escritora de livros para adultos e crianças.Escreveu romances históricos como O Chá do Amor e The Winter Rose, bem como Humble Pie, um livro ilustrado para crianças. Ela mora em Nova York, com seu marido, sua filha e dois cães da raça Greyhound.

Sem noção. Impressionante. Maduro. Essas foram as três palavras que passaram pela minha cabeça enquanto pensava o que escrever durante a leitura de Indomável, lançado por aqui pela editora Valentina.

Sem noção, porque essa palavra diz bem quem é Griffin Hancock, nosso protagonista. Quem leu os livros da série Rock Star sabe muito bem disso. Griffin é aquele personagem que, ou você ama, ou você odeia. O motivo? Hancock é baixista da banda de rock mais famosa e talentosa do momento, os D-bags. Mas estar em uma banda popular não é o suficiente para ele. O roqueiro quer mais. Ele quer ser um grande astro, e para isso vai se jogar em seu objetivo como se não houvesse amanhã, não se importando com as consequências de seus atos. Griffin é bonito e não tem a menor dúvida disso. Para ele não existe nenhum homem na terra que não seja mais impressionante do que ele próprio. Ele acredita tão piamente nisso que a sua arrogância o faz ser exatamente um sem noção. E essa característica tão peculiar do nosso protagonista rendeu diversas tiradas mega engraçadas. Griffin é doido e diz cada coisa tão sem noção que voce simplesmente não acredita no que está lendo, rendendo altas gargalhadas. Não há meio termo com ele.
E parece que o time de quem ama Griffin saiu na frente, já que a autora S.C Stephens escreveu Indomável  porque recebeu milhares de pedidos de fãs para criar uma história só dele. E graças a Deus ela resolveu atender aos fãs, pois Indomável é de longe a melhor história criada pela autora. Ao contrário da trilogia Rock Star e do ponto de vista do amado Kellan Kyle, em Indomável Stephens não traz para o leitor uma história que possui como base um romance atribulado entre um jovem casal. Sim, há aquele drama básico entre Griffin e sua esposa Anna, mas o livro não é sobre esse tipo de relacionamento. Indomável é uma história sobre maturidade, crescimento e evolução do ser humano. É uma lição de moral bem divertida e emocionante distribuída em quase 400 páginas que você lê bem rápido graças a narrativa envolvente de S.C Stephens.
 
 Intenso Demais, Complicado Demais e Perigoso Demais são os três livros que compõe a trilogia de Kellan Kyle

Impressionante, porque me surpreendia com cada nova ideia mirabolante da saga de Griffin para tornar-se um grande astro. Quando pensava que ele já havia estourado a cota de bizarrices, vinha ele novamente e me surpreendia com outra furada. Impressionante também foi como a leitura do livro foi gostosa. Se eu já tinha uma ideia de como seria esse livro por causa dos outros livros do Kellan, esse me surpreendeu mais positivamente ainda. O mundo do Griffin e tudo que o envolve, desde as pessoas, tudo é novo. O relacionamento dele com a sua esposa Anna é sexy e o casal é bem boca suja, do jeito que eles devem ser. É um casal real e sem pieguice. A fofurice fica por conta de Gibson, a filhinha dos dois, que rende momentos, ora fofos, ora divertidos. A história que Stephens criou para esse mundo de Griffin é verossível, engraçado e atraente, no sentido de prender o leitor a cada página. Foi uma leitura que me agradou bastante. Não me entenda mal, eu AMO os livros do Kellan. São um dos meus New Adults favoritos da vida, mas Indomável é uma história mais real, mais verrossível e crível. Ela possui mais desenvolvimento e enredo.

Maduro, porque há um Griffin Hancok muito diferente do Griffin Hancock do início dessa história. Stephens soube com exatidão construir esse novo personagem. A gente acompanha essa transformação passo a passo e entende o porquê dessa mudança significativa em um personagem, que apesar de divertido, não tinha noção alguma do que fazia com a sua própria vida, por estar enraizado em uma bolha de autoestima elevadíssima totalmente irreal e egoísta. Ele precisava passar por tudo o que passou para que descesse de um pedestal inexistente. E mais, ele não foi o único a passar por esse processo. Em uma história nem sempre apenas um lado está certo ou errado. A evolução de Griffin foi a evolução do relacionamento de uma série de personagens,e isso foi maravilhoso de acompanhar.
 Livro sob o ponto de vista de Kellan
 
Indomável não é um romance jovem adulto sem embasamento tomado por cenas eróticas. Ele possui, sim, diversas cenas picantes, mas ele é bem mais do que isso. É um livro engraçado, com um personagem doido de pedra que protagoniza momentos divertidos e que também te irritam, mas que te emociona e te suspirar. É um livro que recomendo para quem quiser dar boas gargalhadas e para refletir também sobre querer sempre mais quando já se tem o suficiente para ser feliz, e que ninguém é feliz sozinho, quando se está em uma equipe, todo mundo ali é importante, cada um ali tem um papel a desempenhar.
Sobre a autora:
S.C. Stephens é um dos maiores fenômenos da autopublicação dos Estados Unidos (agora uma das estrelas da Gallery Books). Adora escrever histórias bem românticas, recheadas de emoção e paixão. Intenso Demais é a sua verdadeira estreia no romance. A trilogia Rock Star começou a ser escrita em 2009. O sucesso da autopublicação foi tão estrondoso que logo recebeu uma proposta para editar pela Simon & Schuster, um dos maiores grupos editoriais do mundo.
Além de escrever, adora ler novos autores, ir ao cinema e, principalmente, estar com os filhos. Chegou ao primeiro lugar na lista de best-sellers do New York Times, na categoria e-book, com o terceiro livro desta trilogia. 

Branca de Neve e os sete anões é um conto clássico de princesa da Disney: uma jovem muito bonita e bondosa que sofre bastante nas mãos de uma terrível vilã, até encontrar o "felizes para sempre" ao lado do príncipe encantado. É uma história bonita e simples, mas que talvez não passasse disso sem a participação de uma boa vilã. A temível madrasta da Branca de Neve, a Rainha Má, é quem traz dinâmica a este clássico. Quando se tem uma mocinha frágil e apática, é necesário um vilão com personalidade forte para equilibrar a dinâmica e trazer entretenimento a uma história. Afinal, a luta do bem versus mal sempre dá um gostinho a mais em qualquer enredo.

Conhecemos a história da Branca de Neve, seja no clássico da Disney, seja em outras diversas adaptações que vemos por aí. Mas será que não seria bem interessante conhecer os motivos que levaram a Madrasta a se tornar a Rainha Má? E é exatamente isso que faz a autora Serena Valentino em "A Mais Bela de Todas - A história da Rainha Má", publicado pela Universo dos Livros. Essa é a segunda história da autora que resenhamos aqui no Satisfashion. A primeira foi "A Fera em Mim, onde Serena contou a origem da Fera de "A Bela e a Fera". Leia aqui.

Em A Mais Bela de Todas, Valentino construiu uma história plausível sobre uma jovem humilde, linda, doce, meiga e muito batalhadora que se transforma em uma mulher frívola e má, capaz de executar os atos mais terríveis para conseguir o que deseja: a beleza eterna!

A narrativa da autora é simples e direta, e o enredo não possui muito desenvolvimento, por isso, este é um livro que possui uma leitura bastante rápida. Entretanto, essas características não fazem a história ser boba ou descartável. Serena criou uma narrativa que cativa o leitor e o faz querer conhecer mais sobre a Rainha. Ao longo da leitura, vemos uma jovem mulher se apaixonar loucamente por um Rei. Uma mulher que conquista todos ao seu redor por sua bondade, e pelo amor que possui por Branca de Neve, sua enteada, até que algo terrível acontece, e passamos a presenciar uma brusca mudança de comportamento. É nesse momento que Serena mostra ao leitor os motivos de tal transformação. E a autora soube fazê-lo com precisão, pois a razão escolhida foi sólida e real. São sentimentos que vemos e conhecemos: a inveja e a rejeição. Nada justifica as ações tomadas pela Rainha, mas passamos a compreendê-la melhor depois de conhecer toda a sua turbulenta trajetória.

Contudo, a virada na história demora a acontecer. O livro é curto, tem 207 páginas, e só vemos a Rainha Má surgir de fato em seus momentos finais. Isso faz com que o leitor devore o livro freneticamente para chegar na parte principal, e quando a hora H chega, a história torna-se bem mais ágil, fazendo-nos visualizar algumas cenas do clássico desenho, que nessas partes se assemelha um pouco a da hisória da Disney.

Com um enredo interessante, personagens bem estruturados, um final redondo (talvez surpreendentes para muitos), Serena Valentino fez de A Mais Bela de Todas, uma história simples, mas recehada de sentimentos reais.

 

Sobre a autora:

Serena Valentino há anos vem criando contos fantásticos em seus quadrinhos aclamados pela crítica. Ela é conhecida por seu estilo único de contar histórias, que conduz seus leitores a mundos requintadamente construídos, repletos de aventura, beleza e protagonistas extraordinários. Ela vive em São Francisco.

Amor e ódio são sentimentos que se dividem em uma linha bem tênue. Isto é, podemos amar algo ou alguém em um instante, e em outro, podemos odiá-lo. O inverso também é bem fácil de acontecer. Pois bem, esses dois sentimentos tão comuns são como posso resumir a leitura desse livro. 

Ódio foi o que senti ao terminar o prólogo. Já havia lido alguns livros nos quais a temática era o abuso físico, mas não tão detalhados e cruéis como foi em Sorrisos Quebrados, publicado aqui pela editora Valentina. Além do ódio, sentimentos como a revolta, a indignação e a tristeza preencheram o meu peito ao terminar as primeiras páginas. A curiosidade do que iria acontecer após a leitura de tanta coisa ruim foi o motor para continuar a história.

Acabei de ler o livro já faz um bom tempo, mas só estou fazendo a resenha agora, pois não sabia por em palavras o que ele representou para mim. Talvez ainda não saiba, mas você que está lendo esse texto agora tem que saber que precisa ler Sorrisos Quebrados o quanto antes. Que história, meus caros, que história!

Amor. Esse é o sentimento que permeia as páginas deste livro criado pela autora portuguesa Sofia Silva. Ela pegou o significado mais sublime e puro dessa palavra e pôs com toda a vontade nesta história. Ela curou momentos cruéis e tristes com as mais tocantes e lindas poesias de amor. É um livro intenso e forte.

Sorrisos Quebrados conta a história de Paola, uma jovem pintora que tem sua vida completamente transformada após sofrer abuso físico e psicológico do marido. Ao tentar reconstruir sua vida em uma clínica, acaba conhecendo Sol, uma menininha tímida de 4 anos, filha de André, um homem que também enfrenta seus próprios demônios. Esses três personagens acabam se conectando de uma maneira bem especial. Cada um deles possui um passado turbulento e cruel para lidar. Enquanto conhecemos a história de Paola desde o começo do livro, a de André, e principalmente a de Sol,acaba por ser um suspense que instiga o leitor a descobrir que mistério triste envolve a vida de pai e filha. E olha, essa foi outra bomba que Sofia preparou para nós. A autora foi fundo ao buscar nas pessoas, a mais pura crueldade que um ser humano pode fazer ao outro. Nesses momentos, tive que parar a leitura e respirar fundo para dar continuidade a história.

Cada um desses personagens sofreram traumas difíceis de ser curados. Seria mais fácil se soubéssemos que é somente a história de um livro, mas não, não é. Sorrisos Quebrados trata de relacionamento abusivo e de drogas, fatores que infelizmente são bem comuns em nossa sociedade. São temas recorrentes em livros, séries, novelas, etc, mas a forma como esses assuntos foram tratados por Sofia foi bem especial.

Entretanto, como dito anteriormente, a autora salpicou poesia ao longo da leitura. Ela criou diálogos poéticos belíssimos. Alguns podem achar piegas, mas encontrei pureza e beleza nas trocas de conversas entre Paola e André. Sofia trouxe tanta sensibilidade em momentos sombrios que isso tornou a leitura prazerosa e doce. Ela conseguiu trazer alegria e esperança em um mundo sem cor. Ela trouxe uma doçura indescritível ao relacionamento de Paola, André e Sol. 

Ainda não consegui passar para vocês o que senti ao ler Sorrisos Quebrados. A única coisa que posso dizer é que esse livro até agora foi o favorito do ano para mim. Sofia Silva conseguiu pintar beleza e amor em um mundo permeado de tristeza e ódio. É um livro que deve ser contemplado por muitos, pois nele o leitor irá encontrar amor, ódio, tristeza, felicidade, beleza, feiura, indignação, encantamento e um misto de sentimentos que irá tocar profundamente a pessoa que terá o prazer de apreciar cada parágrafo criado por Sofia Silva.

 

Sobre a autora:

Nascida em Vila Nova de Gaia, Portugal. É licenciada em Ensino Básico (1º Ciclo) pela Universidade de Aveiro.
Amante de literatura, em especial poesia e, nela, de Pablo Neruda. Sempre gostou dos sentimentos contidos nas palavras e do poder que exercem sobre os leitores. Ávida devoradora de romances, com predileção pelos dramáticos de final feliz, desde jovem participa ativamente do meio literário.
Em Dezembro de 2014, iniciou-se na ficção através da plataforma Wattpad com a Série Quebrados, cujo foco são histórias sobre violência doméstica, deficiência físico e abuso sexual.
Com mais de 1 milhão de leituras e o apoio fervoroso de leitoras brasileiras, publicou, dois anos depois, o seu primeiro livro na Amazon, Sorrisos Quebrados, atingindo o top 10 de vendas em ebook no Brasil.
Para o futuro, deseja continuar a dar voz aos problemas da sociedade através de personagens que ultrapassam inúmeros obstáculos e merecem ser felizes.

Sinopse: 

Apenas amigos. Somos apenas amigos. Não, sério. Ela é só minha melhor amiga. Arizona Turner é minha amiga desde a quarta série, mesmo quando a gente “se odiava”. Acompanhamos a vida um do outro desde o primeiro beijo, a primeira vez, e somos uma constante na vida do outro quando os bons relacionamentos ficam ruins. Até nossas faculdades ficavam a minutos de distância uma da outra.
Com o passar dos anos, e apesar do que dizem por aí, nunca ultrapassamos nenhum limite. Nunca sequer pensei a respeito.Nunca quis. Até que, certa noite, tudo mudou. Pelo menos devia ter mudado…
Apenas amigos. Somos apenas amigos. Só estou dizendo isso até descobrir se ela ainda é “apenas” minha melhor amiga.

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Me interessei por esse livro assim que li a sinopse: duas pessoas que são amigas desde a infância e que nunca cogitaram se envolver romanticamente, acabam apaixonando-se anos mais tarde. Tinha muita curiosidade em ver como a autora iria mudar esse cenário. Se ela iria abusar dos clichês e partir para caminhos mais fáceis ao transformar o sentimento dos amigos. E bem, ela fez isso.

Sinceramente, Carter (lançado pela Universo dos Livros) conta com 400 páginas e por isso, a autora poderia ter elaborado melhor a mudança do relacionamento dos personagens. Logo no início, o sentimento novo de Carter e Arizona começa a aparecer. Já podemos conferir de início o começo da atração dos dois, assim, sem mais nem menos e ao mesmo tempo. Na verdade, a autora escolheu outro modo de contar a história. Durante o livro, Whitney G. intercala em capítulos, momento atuais e momentos que aconteceram durante a amizade dos dois desde a infância. Nessa fase, a autora mostra como era amizade dos dois e no que foi se desenvolvendo até o tempo atual. E apesar de eu sentir uma falta de aprofundamento na amizade do casal, isso não me fez não curtir a história, muito pelo contrário. A narrativa da autora é super tranquila de ler por ser objetiva e direta. A história não possui muitos conflitos, tirando a parte final do livro que dá vontade de bater em um dos protagonistas.A autora criou uma história atraente e sensual que torna a leitura bem rápida, dinâmica e interessante.



Arizona e Carter têm aquele tipo de amizade que todos gostariam de ter. Eles contam tudo um para o outro, se zoam e se xingam. A honestidade crua é a base do relacionamento dos dois. Ela é uma personagem forte, que tem opinião, mas nem por isso deixa de ser sensível e doce. Já Carter é aquele típico mulherengo que não se envolve com ninguém por muito tempo. Apesar de ter passado por uma infância turbulenta, o jovem é um cara bem bacana e leal aos seus amigos.

A única coisa que me incomodou mesmo no livro foi a rapidez com que a atração dos dois rolou, mas o grande trunfo da história é a dinâmica entre Carter e Arizona. Whitney criou dois personagens que são deliciosos de acompanhar. O relacionamento dos dois é real, com um diálogo real e com uma situação real. O que acontece com eles, e o modo como eles se tratam pode acontecer com você, com um amigo seu, com o seu vizinho, etc. Enfim, são situações que podem acontecer com quem quer que seja, pois o livro é contemporâneo, jovem e com os dois pés na realidade.

Sinceramente, Carter é aquele New Adult rápido de ler, que te conquista fácil graças a narrativa e a objetividade da autora. É um livro do dia a dia, sem dramas e chororôs. Um excelente passatempo que te diverte e entretém, afinal, a leitura é tão gostosa que o leitor devora a história em pouquíssimo tempo.


OH, LOOK WHAT SHE MADE US DO!

Bônus: os fãs de Taylor Swift têm um motivo especial para curtir esse livro. Whitney homenageou a cantora colocando algumas de suas músicas como os títulos dos capítulos. A autora montou uma playlist bem bacana com as canções, e você pode conferir todas elas abaixo:


1- Blank Space
2- Wildest Dreams
3- All Too Well
4- Sad Beautiful Tragic
5- Sparks Fly
6- Breathless
7- Eyes Open
8- Both of Us
9- Tell Me Why
10- The Best Day
11- The Moment I Knew
12- The Last Time
13- Speak Now
14- Everything Has Changed
15- Love Story
16- Come in With The Rain
17- Crazier
18- All You Had To Do Was Stay
19- Should've Said No
20- Two Is Better Than One
21- Treacherous
22- Half of My Heart
23- Come Back...Be Here
24- We Are Never Ever Getting Back Together
25- Begin Again
26- How You Get The Girl
27- I Wish You Would
28- Shake It Off
29- You're Not Sorry
30- You Belong With Me

Sobre a autora:

Whitney G. é uma jovem escritora norte-americana, que vive obcecada com viagens, chá e café. É também uma autora bestseller do New York Times e do USA Today, para além de ser fundadora do blogue The Indie Tea, onde procura inspirar jovens autores independentes de literatura romântica.

Dumplin',publicado pela editora Valentina, é um daqueles livros que instigam você a querer ler o quanto antes só por ter achado interessante a capa e a sinopse. Acontece que nem sempre expectativa se torna realidade. Pois bem, neste caso o meu faro literário não errou, pelo contrário, ele acertou em cheio! O livro de autoria de Julie Murphy é um novo adulto empoderador que trata o bulliyng de uma maneira bem peculiar. Dumplin'conta a história de Willowdean, uma adolescente de 16 anos gordinha muito bem resolvida com o seu corpo, até se apaixonar por um garoto do seu trabalho. Bo, o menino em questão, não se importa com as curvas a mais de Will, mas o relacionamento dos dois faz com que a garota comece a ter uma baixa estima da qual nunca sofreu antes.

Não sei vocês, mas quando vejo que uma história irá tratar o bulliyng como tema, logo penso que será um daqueles dramas que irão te impor as situações goela a baixo. Confesso que tive um pouco desse receio, apesar de me interessar pelo livro, mas Julie soube surpreender nesse quesito. Will é uma personagem muito querida e muito realista, e sobretudo, muito madura. Ela não se faz de vítima, até porque não é uma. A garota não se importa com que as outras pessoas dizem sobre ela ou sobre o seu peso. E quando não está ignorando o bullying, ela o está combatendo com uma língua bem afiada e de cabeça erguida:

"Sei que as garotas gordas deveriam ter alergia a piscinas, mas eu adoro nadar. Não sou boba: sei que as pessoas ficam encarando, mas não podem me culpar por eu querer dar uma refrescada. E por que isso deveria fazer alguma diferença? Por que ter coxas enormes e cheias de celulite me obriga a pedir desculpas à humanidade?" - página 30.

Julie, com seu jeitinho autêntico de ser, educa com classe o leitor quando produz textos assim:

"(...) E quem era aquele palito escroto? - Assim que as palavras saem da boca, sinto um arrependimento mortal. A vida inteira tive um corpo digno de comentários, e se há uma coisa que viver na minha pele me ensinou foi que, se o corpo não é seu , você não tem o direito de dizer nada. Seja a pessoa gorda, magra, alta ou baixa, não interessa." - página 34.

Ou assim:

"Há algo no biquíni que faz com que as mulheres achem que precisam conquistar o direito de usá-lo. E isso é um absurdo. Na verdade, o critério é muito simples: você tem um corpo, não tem? Então veste um e manda a ver" - página 319.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E mais, a autora não fala somente sobre o excesso de peso em seu livro. Julie discorre sobre as várias camadas do bulling em relação a aparência físíca das pessoas. Aquela que é gorda demais, a que é magra demais, a que tem dentões enormes, a que manca por ter uma perna maior do que a outra e, assim por diante:


"Quando estou a caminho da aula seguinte, ouço comentários do tipo "Que horror", "Desculpe, mas ela é hedionda" e " Por que não usa aparelho?". Esse último é o pensamento que passa o resto do dia na minha cabeça, pois Hannah não deveria ser obrigadaa usar aparelho. talvez ela não possa pagar por um, ou tenha medo de usar. Seja como for, ela não deveria ser obrigada a entupir a boca de metal só para alguns imbecis a deixarem em paz" - página 136.

O que não falta em Dumplin' também é o empoderamento feminino, tema que está super presente nos dias atuais:

"Eu só quero que você seja feliz!"

"Eu sou feliz!"

"Isso é o que você pensa porque ainda não conhece o mundo. Você está perdendo tanto! Rapazes, namoros... Esse tipo de coisa."

"Você só pode estar brincando. Extra, extra! Um homem não vai resolver os meus problemas." - página 122.

É ou não é para aplaudir de pé essa surra de confiança e auto estima?

Willow é uma personagem bem madura pra sua idade.Ela lida com o preconceito que recebe de uma maneira corajosa e inusitada. Willow é ousada, sensata e inteligente. Mas do que isso, ela é humana! É uma daquelas personagens que nos conquista logo de início e que nos dá vontade de ser amiga.

"Às vezes, descobrir quem você é implica entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin'. Will e Willowdean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa."

Julie nos presenteia em Dumplin'com uma história de empoderamento juvenil que dá gosto de ler, e que nos inspira a ter empatia pelo próximo. É um texto inteligente e divertido com temas que devem ser discutidos desde cedo em todas as esferas sociais. E tudo isso reunido em 333 páginas que são deliciosamente devoradas com rapidez, de tão fluida que é a história. Tive dificuldade em separar alguns trechos para compartilhar, porque era tanta citação maravilhosa que me segurei pra não citar o livro todo aqui.

 Bônus:

Durante todo o livro, Julie sempre encontra uma maneira de mencionar Dolly Parton

Pra quem não conhece, Dolly é uma famosa cantora country norte-americana, e você com toda a certeza do mundo já escutou uma música dela. Bem, talvez não na voz de Dolly, mas sim na de Whitney Houston. O hino antemporal I Will Always Love You ~pasmem~ foi composto pela cantora country e ficou bem famosa na voz dela (espia aqui), mas ganhou mesmo o mundo quando foi interpretada por Houston. Mas a música preferida da nossa protagonista é Jolene, e a editora Valentina fez um booktrailer bem legal com a canção. Confira abaixo:

Sobre a autora:

Julie Murphy vive no norte do Texas com o marido que a ama, o cachorro que a adora e os gatos que a toleram. Quando não está recordando deliciosos momentos de sua vida como bibliotecária, escrevendo ou mesmo tentando recolher animais abandonados, Julie pode ser encontrada assistindo a filmes feitos para a TV, caçando a perfeita fatia de pizza caprichada no queijo e planejando sua próxima grande aventura turística. Após abandonar a profissão de bibliotecária (quanta saudade!), Julie agora é escritora em tempo integral. Seu aclamado romance de estreia se chama Side Effects May Vary. Visite Julie em www.juliemurphywrites.com

Dulce María é atriz, cantora, compositora, empresária e escritora. O último, talvez, muita gente pode não saber, mas a mexicana de 32 anos publicou seu primeiro livro - Dulce Amargo, em 2008, ainda na época do RBD. Neste livro, Dulce reuniu alguns poemas e canções que foram retirados de um lugar bem íntimo: o seu coração. 

Capa da primeira versão de "Dulce Amargo" 


Depois de nove anos do lançamento da primeira publicação, chega ao Brasil uma nova versão, o livro Dulce Amargo - Lembranças de uma Adolescente, publicado por aqui pela Universo dos Livros. Neste novo diário, a autora não fez diferente: Dulce expôs toda a sua alma, desnunando seus mais profundos sentimentos para todos aqueles que desejarem conhecer o seu verdadeiro "eu", e não somente a artista ou a celebridade.

Em Dulce Amargo, não vemos a atriz renomada ou a cantora aplaudida, vemos uma jovem mulher que sofre de amor, que vive o amor intensamente, que chora, que sorri, que aconselha e que é confundida por uma série de sentimentos. Ou seja, uma ambiguidade de sensações que todos nós possuímos em nosso interior.

Se você conhece a Dulce do fenômeno Rebelde e não acompanha ou não curte a carreira da ruiva, não se preocupe. Dulce Amargo não conta a sua trajetória. Dulce Amargo é um diário dos seus sentimentos, por assim dizer. São textos originais dos quais o leitor se identificará prontamente por conta do conteúdo honesto e liberador. 



Se você é fã da eterna Roberta Pardo, não se surpreenderá com o fato de que nada mudou: Dulce María continua ao mesmo tempo sensível e forte, passando a mensagem de sempre lutar

por seus sonhos e objetivos. Assim como a sua mais famosa canção, o hino "No Pares", no qual cantava versos como "não pare nunca de sonhar", é assim que Dulce inicia o livro, com uma mensagem positiva e motivadora:

"Acredito que esta frase se aplica a todos os aspectos da nossa vida: "busque e encontre." Busque o que você mais ama; lute por seus sonhos e por aquilo que te apaixona;

encontre sua missão nessa vida, dado que todos temos a nossa; agardeça por tudo o que você tem, em vez de se focar naquilo que falta; seja a mudança que gostaria de ver no mundo."

Dulce Amargo - Lembranças de uma Adolescente, funciona como uma espécie de auto ajuda sem classificação indicativa. Não por ser algo para maiores de 18 anos, e nem para menores.

Os textos produzidos por Dulce María são temas que tocam a alma de pessoas de todas as idades. O livro funciona como um desabafo de uma amiga íntima, aquela pela qual vocÊ torce e se identifica.

 

Sobre a autora:

Dulce María Espinosa Saviñón (Cidade do México, 6 de Dezembro de 1985) é uma atriz, cantora, compositora e escritora mexicana. Integrou as bandas Kids, Jeans e o fenômeno RBD, além de ter atuado em mais de 10 telenovelas e feito outros trabalhos paralelos - como a dublagem do filme El Agente 00-P2 e o lançamento do livro Dulce Amargo. Atualmente segue com sua carreira solo, com a qual já lançou três CDs e um DVD.

É isso mesmo o que consta na manchete dessa notícia! Teremos show da finada banda Rouge ainda este ano e, pasmem, com a presença de Luciana Andrade! Sim, a mesma Luciana que deixou o Rouge bem no auge em, 2004. Sim, aquela que se recusava a participar de qualquer reunião envolvendo as ex-colegas de grupo. Sim, o nosso Rouge está mais vivo do que nunca!

Mas se você quiser comparecer a esse evento épico, prepare o pique, pois será uma única apresentação no Rio de Janeiro, no dia 13 de outubro.

O primeiro show com as cinco integrantes reunidas depois de 13 anos ganhará vida durante mais uma edição do prestigiado Chá da Alice, evento responsável por fazer uma tour da Xuxa com direito a paquita, nave e tudo mais.

 

Por enquanto, nem o início das vendas, nem os preços foram divulgados. Para mais informações, fiquem ligados na fanpage do Chá da Alice, clicando aqui.

Quem Somos

O Satisfashion Brazil conquistou em pouco tempo credibilidade e a confiança de seus leitores e parceiros, tornando-se referência em Moda e Cultura.

 

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